Celina Leão parece ter aplicado o golpe de misericórdia nas aspirações dos policiais militares. Mesmo após o TJDFT e o TRE-DF reconhecerem a legalidade da redução do interstício para as promoções de agosto deste ano — afastando definitivamente qualquer tese de impedimento eleitoral —, o Governo do Distrito Federal (GDF) optou por ignorar a medida, travando a ascensão funcional de milhares de praças e oficiais.
A pá de cal sobre a expectativa da tropa aparentemente veio estampada no Boletim do Comando-Geral nº 133 da PMDF, publicado nesta sexta-feira (24/7), que apresentou a proposta de promoções para 21 de agosto restrita estritamente àqueles que já cumpriram a totalidade do tempo exigido por lei. Em outras palavras, o quadro de acesso foi elaborado sem qualquer redução de interstício.

O episódio escancara o que muitos na tropa já definem como uma postura de descarte por parte da governadora. Há poucos dias, Celina já havia negado o reajuste do auxílio-alimentação da categoria — uma decisão que gerou profunda revolta, dado a existência de recursos destinados à implementação do benefício.
Em um curto espaço de tempo, duas das pautas mais urgentes dos militares foram sumariamente sepultadas pelo Palácio do Buriti, consolidando uma crise de confiança sem precedentes. Para quem veste a farda e arrisca a vida nas ruas do DF, o recado parece ser cristalino: quando o assunto é a valorização de quem está na ponta da linha, Celina quer mais é que a tropa se lasque.









