Após o A Voz dos Praças revelar que a Polícia Civil identificou a aquisição por Roosevelt Vilela de uma mansão de aproximadamente R$ 3 milhões não declarada e a exigência latas de tinta como contrapartida para autorizar a utilização de espaços públicos no Núcleo Bandeirante, o portal teve acesso agora à quebra dos sigilos bancário e fiscal do deputado distrital.
De acordo com a investigação, a análise das movimentações bancárias detectou mais de R$ 480 mil em operações consideradas suspeitas e não declaradas à Receita Federal. O relatório aponta também foram encontrados depósitos fracionados em espécie, recebimentos de familiares, pessoas próximas e empresas sem causa jurídica considerada plausível, evidenciando uma clara incompatibilidades entre a renda formal e a evolução patrimonial atribuída a Roosevelt Vilela.

A conclusão do relatório da Polícia Civil ganha ainda mais relevância quando comparada à declaração de bens apresentada por Roosevelt à Justiça Eleitoral nas eleições de 2018. Naquele pleito, o então candidato registrou apenas R$ 950 mil em bens — restritos a um imóvel na Candangolândia e três veículos (VW Jetta, Mercedes-Benz Sprinter e VW Polo) —, sem haver qualquer registro de saldo bancário ou reserva em espécie capazes de respaldar o fluxo de quase meio milhão em movimentações financeiras, tampouco a aquisição da milionária mansão.










