Moleques, essa é a definição exata de candidatos aprovados nas primeiras etapas do concurso para o Curso de Formação de Oficiais (CFO) da PMDF que, antes mesmo de passarem pela Sindicância de Vida Pregressa e Investigação Social, já usam o WhatsApp para ridicularizar e planejar a humilhação de policiais que estão na rua sangrando para garantir a segurança da sociedade.
O vazamento de prints dos grupos “CFO PMDF 25/26” e “APROVADOS CFO PMDF 2026” revela uma mentalidade apodrecida e doentia onde a hierarquia militar é vista não como responsabilidade ou liderança, mas como uma ferramenta de opressão para humilhar e subjugar quem está no serviço ativo.
A audácia desses medonhos é proporcional à total falta de vergonha na cara. O candidato Andrey Andrade exibe sua prepotência ao contar que puxou papo com os “pracinha” de serviço. A resposta do seu colega de grupo, Erick Vinicius, é um verdadeiro tapa na cara: “Já tem que dar ordem pra eles pae”, além de questionar se a equipe que os atendeu estaria sem a cobertura regulamentar. Logo em seguida, o mesmo Andrey posta uma foto ao lado de policiais fardados que o atenderam com total cordialidade e escreve com escárnio: “sou mais antigo pô”.

Moleques que nunca sentiram o cheiro da pólvora, o frio na barriga em uma ocorrência de risco ou o peso de enterrar um companheiro de farda. Mas, protegidos pela tela do celular, já se sentem os generais de teclado, rindo pelas costas de pais de família que dão a vida pela sociedade todos os dias.

A alucinação desses perturbados atinge o ápice quando outra foto é jogada no grupo. O mesmo Andrey Andrade pergunta se já pode “dar carteirada” — gíria explícita para carteirada e abuso de autoridade —, enquanto outros participantes sugerem “chegar cobrando pra se apresentarem pro senhor”. O candidato Lucas Gabriel incentiva que mandem a equipe de serviço “pagar 10” flexões de braço,enquanto Andrey destila novo desprezo pela base ao dizer que aprovado no CFO é mais antigo que cabo e que, se passar no TAF, já é mais que sargento. É de uma audácia que beira a imbecilidade.
Zombar de cabos e sargentos que acumulam décadas de experiência e cicatrizes que esses moleques nunca terão não é brincadeira de grupo, é desvio de caráter. A farda da PMDF é sagrada e foi banhada com o sangue de heróis de verdade; ela não pode virar cabide para o ego inflado de imbecis que confundem comando com tirania.
O oficialato exige respeito à tropa e humildade, não essa soberba barata de quem quer apenas poder para pisar nos outros. A corregedoria e a banca do concurso têm a obrigação moral de identificar cada um desses números de telefone e chutar esses elementos do certame antes que eles maculem a corporação. Se esses sujeitos não respeitam a polícia antes mesmo de entrar, imagine o que farão com uma arma na cintura e uma estrela no ombro. Liderança não nasce de PDF de aprovação, e a PMDF não pode aceitar arrogantes de teclado comandando homens de verdade.









