Circula nos corredores que Ibaneis Rocha pode ter recuado da disputa ao Senado e já estaria reorganizando o tabuleiro para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
A conversa ganhou força entre gabinetes e rapidamente atravessou o prédio. A leitura interna é objetiva: a disputa ao Senado ficou mais pesada depois que o PL sinalizou que deve lançar a dupla Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, fechando a porta para composição e isolando o governador no campo da direita.
Sem o apoio do PL, o caminho ao Senado deixa de ser confortável e passa a ser confronto direto, voto a voto, contra candidaturas com base consolidada.
No pano de fundo, ainda pesa o desgaste do caso Banco Master, que virou munição permanente nos bastidores e adiciona ruído a qualquer projeto majoritário.
Nesse cenário, a Câmara Federal surge como alternativa estratégica: disputa proporcional, cálculo mais frio e risco diluído. Menos épica. Mais matemática. Se for apenas balão de ensaio, serve para medir reação. Se for movimento real, muda completamente o cenário de 2026 no Distrito Federal.
No Buriti, quando o rumor nasce dentro do próprio prédio, raramente é por acaso.









