O governo de Goiás acaba de anunciar um “pacote de bondade” para os militares do estado. Entre as medidas estão um auxílio-alimentação de R$ 1 mil, aumento da indenização por localidade, reajuste do serviço extraordinário, ampliação do valor da hora-aula e até uma linha de crédito habitacional para as forças de segurança.
No Distrito Federal, por outro lado, o que se vê é um “pacote de maldades” que vem vazio e com o selo de qualidade do governo Celina Leão. Os militares da capital seguem sem qualquer avanço na revisão do auxílio-alimentação — mesmo com as corporações já tendo reservado recursos para isso. Além disso, continuam sendo os únicos da segurança pública distrital a pagar Imposto de Renda sobre o serviço voluntário, transformando o que deveria ser valorização em mais uma forma de arrecadação do Estado.
A medida adotada em Goiás mostra que, quando há vontade política, não existem barreiras para a valorização da tropa. Fica evidente que o verdadeiro obstáculo no DF não é a “vedação da lei eleitoral”, mas sim a falta de prioridade com quem arrisca a vida para garantir a segurança pública.
Nos quartéis, a leitura que fica é uma só: enquanto em Goiás o governo decidiu olhar para o prato de comida do policial, no DF Celina parece acreditar que discurso substitui valorização e que promessa enche prato de guarda.









