Quando A Voz dos Praças publicou, em 26 de maio, que Goiás criaria um auxílio-alimentação de R$ 1 mil para os profissionais da Segurança Pública, muitos trataram a informação como mera expectativa. Quarenta e quatro dias depois, a lei foi sancionada, entrou em vigor e o benefício já começou a ser pago.
O fato vai muito além da valorização dos policiais militares, bombeiros militares, policiais civis e policiais penais goianos. A medida desmonta o argumento utilizado pelo governo Celina Leão de que, em ano eleitoral, haveria impedimento para a concessão desse tipo de benefício.
Em Goiás, o auxílio foi criado por lei e passou a produzir efeitos financeiros a partir de 1º de julho de 2026, já dentro do calendário eleitoral. O governo goiano, portanto, não enxergou qualquer obstáculo que impedisse a concessão do benefício.
No Distrito Federal, entretanto, a realidade é outra. Enquanto as categorias seguem aguardando medidas de valorização, o governo continua sustentando um discurso de limitações legais para justificar a falta de iniciativas.
O exemplo goiano demonstra que a discussão não é sobre impossibilidade jurídica. Quando existe vontade política, o benefício é encaminhado, aprovado, sancionado e pago. A diferença entre Goiás e o Distrito Federal não está na legislação eleitoral. Está na decisão de governar.









