O Palácio do Buriti virou cenário de uma guerra aberta. O rompimento político entre Ibaneis Rocha e Celina Leão implodiu a diplomacia institucional e deu início a um plano de expurgo nos bastidores do poder.
Mensagens exclusivas obtidas pela reportagem revelam que o núcleo duro da governadora defende abertamente uma “limpa” radical na estrutura do Governo do Distrito Federal (GDF) para asfixiar qualquer influência política do ex-governador.

O tom dos diálogos expõe o pragmatismo violento que a ala ligada à Celina passou a adotar após Ibaneis vir a público anunciar o racha. Nos trechos, interlocutores disparam o ultimato: “quem não estiver com você, está contra” e “não podemos deixar frutos do inimigo”.

Como urubus sobre a carniça, aliados de Celina tentam avançar sobre o organograma do Estado, exigindo a cabeça de secretários, administradores regionais e assessores comissionados que mostrem qualquer alinhamento ao ex-chefe do Executivo, enquanto o GDF assiste à sua estrutura administrativa ser completamente contaminada pela guerra sucessória.
Além do cerco aos cargos, o material também apresenta o esforço do grupo em construir uma narrativa de independência política de Celina em relação ao governo Ibaneis, como se dele nunca tivesse feito parte — tentando apagar a participação na indicação do presidente que levou o BRB ao escândalo Master.
Essa ofensiva deixa claro que o foco de Celina Leão e seu grupo não é a gestão, mas a sobrevivência política, ainda que isso custe a paralisação da máquina pública.









